Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.Praticas laboriosamente os gestos universais,sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue frio, a concepção.À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronzeou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerrae sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquinae te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.Caminhas entre mortos e com eles conversassobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.A literatura estragou tuas melhores horas de amor.Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrotae adiar para outro século a felicidade coletiva.Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuiçãoporque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
02 maio, 2006
Cuidado comigo!
Cuidado comigo!
Fui atraída por uma chamada na Internet e fiz um teste online sobre meu perfil no Orkut.
Quando eu tinha uns 9 anos e altura de uns 12, o guarda do parquinho dizia pra mim: "Menina, você já está muito grandinha pra brincar nesses brinquedinhos de criança. Vai quebrar. Deixa para os pequenos".E assim, embora discordando que eu não fosse mais criança, destituída do meu direito fundamental, eu terminava evitando os brinquedos e me voltando para outras diversões como palavras cruzadas, gibis e a observação das pessoas, através da qual eu escrevia tantos textos mentalmente.E aí... leia o resto no 1° postdo blog.
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