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Poema ao acaso

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23 janeiro, 2011

Uma declaração de amor à liberdade de criação

Do UOL, em 23/01/11, por Daniel Benevides

Capa do livro
"Só Garotos", de Patti Smith, é uma declaração de amor a Mapplethorpe e à liberdade de criação

Nova York vivia em ebulição. De suas ruas, casas de shows, livrarias e bares saiam rolos de fumaça psicodélica e emanações de libertação artística e sexual. Era o cenário ideal para os jovens artistas, poetas, roqueiros e intelectuais que buscavam novas formas de expressão e mudavam a todo momento a cara dos anos 60.
“Só Garotos” descreve esse caldeirão cultural a partir de um olhar poético e engajado – o olhar de Patti Smith, musa dos primeiros passos do punk. Generosa com sua própria trajetória, ela estende a mão e convida o leitor a passear contra o vento pelas ruas de Manhattan. E revela sua bela história de amor com o então desconhecido Robert Mapplethorpe.
(...)
Um casal como outro qualquer, não fosse por Jimmy Hendrix e Janis Joplin freqüentarem seu prédio.

A todo momento ela passeia o foco por seus novos interesses, especialmente a música. E acompanha, com admiração e curiosidade, as novas descoberta do companheiro. Estão sempre criando juntos. Em suas próprias palavras, ela era cheia de referências, ele de imagens. A devoção de um pelo outro criou um invólucro protetor, nada era mais importante do que a liberdade da criação.

"Horses"
Ao longo dos anos, Mapplethorpe passa da feitura de objetos como altares profanos, assemblages e desenhos, para temas cada vez mais densos. A descoberta da fotografia vem acompanhada de curiosidade pelo universo gay. Seu crescente interesse pelo homossexualismo e sadomasoquismo desestabiliza o casal. Sintomaticamente, a separação coincide com o desencantamento do idealismo hippie e as mortes de Janis, Hendrix e Jim Morrison.
Depois de cursos informais de poesia com os maiorais do movimento beatnik, Burroughs, Ginsberg e principalmente Gregory Corso, que ela pinta com cores vivas, Patti sente-se preparada para dar a cara a tapa. Em 75, entra finalmente no estúdio Eletric Lady, herança deixada por Hendrix, e grava seu primeiro disco, o cultuado "Horses". Com a mesma cumplicidade de antes, Robert tira o retrato de Patti para a capa.

Nos anos seguintes Patti foi reconhecida como precursora genial do punk. No verão de 1978 chega ao sucesso com a canção "Because The Night", parceria com Bruce Springsteen. Pouco depois, as fotografias eróticas e a personalidade irreverente de Mapplethorpe o leva ao patamar mais elevado da fama. Os dois haviam encontrado seus caminhos.

Em 1986, casada com Fred Sonic Smith, guitarrista de sua banda, e à espera do segundo filho, Patti recebe a notícia que Robert estava com aids. A partir daí segue uma dura despedida, que dura três anos. Tal como a abertura do livro, são momentos pungentes, de beleza sofrida. Ao fechar “Só Garotos”, que ganhou muito merecidamente o National Book Award de não-ficção, a impressão é de realmente ter estado ao lado de Patti e Robert. E companhia melhor não há.

"SÓ GAROTOS"

Autor:        Patti Smith
Editora:     Cia das Letras
Tradutor:   Alexandre Barbosa de Souza
Páginas:     280
Preço:       R$ 39

16 fevereiro, 2009

Light graffiti


Esses graffitis são feitos com a câmera no modo manual, movendo a luz do flash. Você só precisa de um tripé, uma sala escura, a luz do flash ou uma luz alternativa.
Não é uma novidade. Também chamado de pintura com câmera, o interessante é que mesmo na era digital, ainda é uma brincadeira atraente.

Joe Sadlo é um estudante americano de fotografia. Numa noite de insônia ele e o irmão fizeram alguns graffitis de luz. Mostro aqui um que representa o desenho do Pacman (quem jogava videogame nos anos 80 conhece!). Outros desenhos em seu blog Inside My Lens.

Interessante também é ver uma foto famosa de Gjon Mili, mostrando Picasso em 1949, desenhando um Centauro no ar. Em sua primeira visita ao pintor, após explicar a técnica a ele, ganhou sua imediata adesão.

29 janeiro, 2009

A rosa e o abacaxi


Nasceu uma rosa amarela, com nuances cor de rosa, numa de minhas jardineiras no fim do ano. No Natal lá estava ela desabrochando, após a muda ter vindo há mais de um ano de Holambra.
E a muda de abacaxi que trouxe há meses de Jardinópolis também deu certo e um mini-abacaxi começou a crescer no vaso.
Passei dias admirando e querendo tirar umas fotos. Na minha cabeça fotos preto e brancas, fotos coloridas, fotos de vários ângulos.

A rosa seguiu seu caminho natural e foi murchando, perdendo pétalas ao vento. E nada de eu tirar fotos.
O abacaxi terminou sendo ceifado (por acidente, disseram) pela moça que veio ajudar a lavar e encerar o terraço. E nada de eu tirar fotos.

Assim como eu fiquei esperando o melhor dia pois um dia estava nublado, no outro eu estava com pressa, no outro eu estava sem a máquina, eu deixo de escrever muitas coisas no blog pois só quero citar se tiver a referência exata, só quero escrever se a idéia for original, só quero ligar para os amigos quando estiver de bom humor ou com muito tempo ou com novidades para contar.

É, mas a rosa segue seu caminho natural e vai murchando, perdendo pétalas ao vento.

23 maio, 2007

Novidades no Mercearia Visual

Alguns posts novos que remetem às imagens do Orkut que pinço. É uma das coisas mais descompromissadas que faço, uma brincadeira à toa. Espero que ninguém nunca fique bravo comigo por "catar" as fotos num lugar tão público e escancarado.
Mas tento criar algo poético com as imagens que isoladamente poderiam não chamar a atenção.
Tenho achado interessante ver a forma como as pessoas se auto-representam para o "público".

Este post, que reproduzo aqui chama-se Efeitos.

20 abril, 2007

Mercearia Visual


Mais uma brincadeira...
Na verdade já faz um tempo, mas esqueci de contar: mais um blog, desta vez apenas para fotos, sem texto. Imagens que têm que falar por si.

Chama-se Mercearia Visual e lá se encontrarão variedades de imagens diversas, assim meio numa vitrine ou amontoadas como cereais, frutas e peixes.

O novo Ano Novo...