Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente,. Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. — Eu faço versos como quem morre.
Teresópolis, 1912
08 novembro, 2010
Sketchbooks - As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo
Li na Folha que saiu um livro muito interessante. A editora Pop lançou a versão brasileira do livro "Sketchbooks - As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo" (organização de Cezar de Almeida e Roger Bassetto, 272 págs., R$ 120). O livro traz imagens e depoimentos de 26 artistas com a proposta de desvendar o método de criação de cada um. Nesse link dá para ter uma prévia das imagens no site da Folha.
Quando eu tinha uns 9 anos e altura de uns 12, o guarda do parquinho dizia pra mim: "Menina, você já está muito grandinha pra brincar nesses brinquedinhos de criança. Vai quebrar. Deixa para os pequenos".E assim, embora discordando que eu não fosse mais criança, destituída do meu direito fundamental, eu terminava evitando os brinquedos e me voltando para outras diversões como palavras cruzadas, gibis e a observação das pessoas, através da qual eu escrevia tantos textos mentalmente.E aí... leia o resto no 1° postdo blog.
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